sábado, 11 de fevereiro de 2012

Overtraining ou supertreinamento

A prática regular de exercícios físicos traz vários benefícios a seus praticantes e com o desempenho esportivo de alto que vem sendo desenvolvido na era moderna também há sintomas que vem preocupando a comunidade cientifica e treinadores, pois atletas estão cada vez mais usando inadequadamente técnicas de treinos para uma rápida performance e com intervalos de treinos cada dia menores e consequentemente deixando de haver uma sinergia entre a recuperação dos batimentos cardíacos e o inicio dos treinos. O corpo do atleta precisa de treinamento para uma boa performance, mas também é de suma importância que este corpo tenha um repouso adequando para não causar fadiga e estafa mental.
O excesso diário de exercícios, tanto em atletas como também simplesmente em praticantes de academias de ginástica é uma consequência tanto da procura de alta performance como apenas da estética corporal a qualquer preço. Esta síndrome chamada de overtraining é um estágio atingido após uma sequência de exercícios realizados de forma ininterrupta ou exagerado. O overtraining é um estágio precedente a síndrome de Burnout, pois esta é um distúrbio psíquico de caráter depressivo, precedido de esgotamento físico e mental intenso e aquela ainda há uma motivação intensa para a prática do exercício físico.
O principal sintoma de overtraining é a queda persistente do desempenho, mesmo depois de um treinamento leve ou descanso total, pois o corpo ainda apresentará alguns sintomas causados pela não recuperação entre os treinos, como:
-         Fadiga crônica
-         Dores musculares
-         Alterações no estado de humor
-         Entre outros
Portanto, o overtraining ainda não é de fácil detecção, pois normalmente os atletas ou praticantes de exercício físico atribuem estes sintomas apenas a um cansaço normal e não percebe as alterações hormonais, fisiológicas, imunológicas e psicológicas.
As alterações hormonais podem ocorrer nos níveis sérticos de corticol e testosterona, essa presente principalmente em atletas do sexo feminino e a primeira causada pelo estresse físico e emocional podendo causar sérios riscos a saúde física, como:
-         Sensação de tontura
-         Desmaios
-         Hematomas
-         Sangramento excessivo
-         Infecções pela baixa imunidade
Nos parâmetros fisiológicos, temos a mudança da pressão arterial, com um leve aumento no repouso, frequência cardíaca em determinados exercícios, temperatura corporal elevada, portanto todas estas alterações são em pequenas quantidades, por isso a dificuldade de diagnóstico, mas baixando o sistema imunológico do atleta.
Para a avaliação dos estressores psicossociais nos atletas, esses devem ser acompanhados sempre por um profissional qualificado em problemas e causas psicológicas, pois fatores emocionais contribuem para o desenvolvimento desta síndrome cada vez mais presente na vida do atleta, por causa de conflitos com treinadores, uma grande carga de competições e a busca constante pela alta performance. Os psicólogos do esporte e do exercício físico, buscam sempre avaliar e detectar os seguintes estados de:
-         Humor
-         Fadiga mental
-         Ansiedade
-         Raiva
-         Confusão mental
Por isso, os treinados e atletas, devem sempre ter treinamentos adequados para cada indivíduo, trabalhando sempre com profissionais qualificados para funções especificas, nas áreas física, tática e emocional, pois este último fator conscientizará o atleta a respeitar os limites de seu corpo e de sua mente e buscará apenas obter o resultado através de um adequado treinamento.
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